Todas as Publicações do Distrito

Leve seu filho para plantar uma árvore

O contato com a natureza desde cedo cria o senso de pertencimento e laços de afeto com o planeta, criando adultos mais conscientes e respeitosos com o meio ambiente As crianças são um solo fértil em que ideias plantadas de forma divertida e com encantamento têm muita força para germinar. Por isso, é tão importante garantir que os pequenos cresçam com experiências na natureza, por meio do plantio ou do contato livre com a terra. Isso cria o senso de pertencimento e laços de afeto com o planeta, formando adultos mais conscientes e respeitosos com o meio ambiente. Os seres humanos, como espécie, se afastaram muito da natureza, deixando de ver a si mesmos como parte intrínseca dela. Essa desconexão foi tanta, que crianças que crescem na cidade ou sem muito contato com a terra, estão desenvolvendo a chamada naturofobia. “É uma aversão ao que se chama de “sujeira” da natureza. Muitas têm receio de sujar as mãos de barro ou de pisar na grama, por exemplo”, conta Renata Cabrera de Morais, secretária de turismo e cultura de Jarinu (SP) e autodidata em alimentação e agricultura. “É uma geração que já foi construída com aversão a tudo que se refere à natureza”. Recentemente, o contato com a natureza passou a ser uma das recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria para o desenvolvimento infantil, visando a saúde mental e física da criança. Uma forma simples de promover esses e outros benefícios, é levando seu filho para plantar uma árvore. Ele se beneficia e ainda deixa um presentão para o planeta! Por que plantar árvores com as crianças? “Plantar árvores é uma aula prática de cuidado com o meio ambiente e ajuda a criança a entender a importância da preservação”, conta Isabela Abreu, mãe da Clara e fundadora do programa Natureza de Criança. Acompanhar o desenvolvimento de uma árvore que ela mesma plantou constrói um respeito e um afeto maior pelos elementos naturais. “Ela passa a entender que, para que a árvore cresça, não basta plantar a semente; é preciso cuidar”, completa Isabela. É uma excelente forma de apresentar os ciclos da natureza, pois os pequenos poderão observar que, nos períodos chuvosos, não precisarão regar tanto quanto em momentos de seca, ou que a quantidade de sol interfere no crescimento das plantas. Também serão testemunha das folhas da árvore caindo ou até do desenvolvimento de uma lagarta e outros insetos. Plantar árvores traz conhecimento sobre o processo de desenvolvimento da vida vegetal, além de uma maior consciência da origem dos alimentos. “Depois que nos tornamos sedentários, a plantação foi nosso meio de sobrevivência”, revela a internacionalista Renata. “Mas, com o passar do tempo, deixamos de ser responsáveis pelo que comemos”, acrescenta. Segundo ela, mexer na terra é um resgate da ancestralidade e do instinto de sobrevivência. Essa atividade vai muito além de um aprendizado teórico, e contribui para o desenvolvimento sócio emocional quando é realizada, por exemplo, de forma coletiva. “O contato com a natureza gera um espírito colaborativo maior entre as crianças e ainda ajuda no desenvolvimento cognitivo e motor”, relata a educadora ao ar livre Isabela. “Diferentes sons, texturas, cheiros, cores e movimento: todas essas experiências sensoriais contribuem para a criatividade, diminuição da ansiedade e melhora na atenção”, completa ela. Isso auxilia na clareza de pensamento porque a criança está presente e focada, observando coisas que podem não ser do cotidiano dela. “Imagine tudo que é ativado dentro da criança ao caminhar por um ambiente cheio de raízes de árvores, barro, folhas secas escorregadias”, sugere Isabela. “O solo irregular, por exemplo, acorda a musculatura do corpo e faz a criança tomar decisões o tempo todo: onde colocar os pés, as mãos, como se segurar”, exemplifica ela. Como plantar árvores com crianças? As crianças são muito observadoras e curiosas. Não é preciso muito para que elas se engajem em atividades como essa. Se estimuladas desde pequenas, elas se envolverão cada vez mais com brincadeiras na terra, sem medo de se sujar! Por isso, basta preparar o ambiente para que o plantio aconteça e convidá-las para plantar árvores.Não há uma idade ideal para isso pois, sempre que possível, os pequenos vão colher os benefícios do contato com a natureza. Desde cedo é possível introduzir atividades que vão desde plantar um grão de feijão no algodão, até de fato plantar uma muda de árvore. Essa atividade pode ser feita em muitos lugares. “Na cidade, é importante verificar antes, com a administração local, a possibilidade de plantar em canteiros e praças, porque algumas raízes podem quebrar calçadas, por exemplo”, alerta Renata, que implementou o sistema agroflorestal em seu sítio e sempre recebe ajuda dos pequenos que moram por lá. Um sítio, inclusive, é o lugar ideal para a atividade, ou mesmo o quintal de alguma casa. Mesmo em apartamentos, é possível plantar mudas em vasos com as crianças. “Nesse caso, é preciso saber o quanto a árvore vai crescer para uma escolha adequada no tamanho do vaso e local em que vai ficar”, conta Isabela Abreu. A dica dela é o Manacá da Serra, que se adapta bem a áreas urbanas e tem um lindo processo para acompanhar com as crianças: as borboletas colocam seus ovos nas folhas do Manacá! Eles formam lagartas que não saem pela casa, mas que comem as folhas da árvore e se alojam nos galhos secos. “Com uma dose de sorte você consegue ver a borboleta preta e amarela nascendo daquele casulo, um super processo educativo para os pequenos”, compartilha Isabela. Outra recomendação é apostar nas árvores frutíferas nativas da nossa Mata Atlântica. Além de terem porte menor, essas espécies acabam sendo esquecidas por não terem finalidade comercial. “São boas opções tanto as mais populares, como o pé de pitanga, jabuticaba e amora, quanto as menos conhecidas, como as árvores de uvaia e grumixama”, indica Renata. Plantar árvores contribui para a regeneração do meio ambiente? Em termos ambientais, tudo que gera vida é válido. “As árvores tem uma função muito importante na regeneração do planeta”, explica Renata. “Além da transformação do gás carbônico em oxigênio, o plantio de árvores é uma forma de acumular carbono no solo”, completa ela. Os benefícios de plantar uma árvore são ampliados quando isso é feito em um ambiente em que ela tenha condições de, naturalmente, se propagar. “A partir de uma árvore, você atrai, por exemplo, insetos, pássaros e polinizadores que, ao vir àquela árvore, vão trazer outras espécies ou vão levar sementes dessas espécies para outros lugares”, exemplifica Renata. Plantar árvores não deve ser visto nem como insuficiente, pois toda ação é válida, nem como ação única pois, sozinha, uma árvore não tem condições de fazer a regeneração que é necessária hoje. No caso das crianças, o diálogo sobre isso não precisa ser sobre culpa ou responsabilidade na regeneração do planeta. “Uma linguagem lúdica, que aproxime elas da natureza, já traz a reflexão de querer cuidar do meio ambiente”. “O cenário ideal é que isso seja feito em um ambiente onde a árvore consiga exercer outros papéis, ou seja, consiga formar um ecossistema”, conta Renata. Ainda assim, essa é uma atividade muito incentivada até porque, uma vez que você planta uma árvore, há grandes chances de querer plantar outras. Fonte: Revista Crescer

Rotary Clubs do Brasil iniciam Campanha #InformaçãoSalvaVidas

Os Rotary Clubs do Brasil iniciaram a divulgação da Campanha #InformaçãoSalvaVidas, que tem como objetivo reforçar o compromisso de uma das maiores organizações sem fins lucrativos no mundo em combater as fake news e difundir informações embasadas cientificamente sobre a Covid-19. Com o slogan: “Vacinas funcionam. O Rotary acredita no poder da informação e no combate a doenças”, a campanha foi concebida e desenvolvida com base em evidências científicas chanceladas pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS), a agência da Organização Mundial de Saúde para as Américas (www.paho.org). A campanha, que conta com diversos materiais on e off de divulgação, como outdoors, busdoors, cartazes, spots, banners, displays para shoppings e aeroportos, traz como eixos estruturais a informação segura, o apoio à imunização e a visibilidade de projetos e ações dos Rotary Clubs do Brasil durante a pandemia sanitária da Covid-19. O combate a doenças há muito tempo é uma das áreas de enfoque para projetos do Rotary e os resultados em três décadas de trabalhos de imunização por todo o planeta no enfrentamento da poliomielite são a grande prova disso. Os materiais de divulgação da campanha para serem replicados nacionalmente por meio de parcerias dos Rotary Clubs com veículos de comunicação, além de mitos e verdades e perguntas frequentes sobre Covid-19, e mais informações sobre o Rotary podem ser encontrados no site www.informacaosalvavidas.com.br. Atuação do Rotary mundialmente Uma das organizações sem fins lucrativos mais antiga e com maior capilaridade no mundo, o Rotary tem mais de 1.2 milhão de voluntários organizados em aproximadamente 35.000 Rotary Clubs em 200 países e regiões geográficas do mundo. No Brasil, mais de 2 mil clubes realizam um trabalho que gera impacto positivo tanto em nível internacional quanto local. São pessoas em ação, que desenvolvem projetos que visam ampliar o impacto local e global nas seguintes áreas:• Promoção da paz• Combate a doenças• Fornecimento de água limpa e saneamento• Saúde de mães e filhos• Apoio à educação• Desenvolvimento econômico• Proteção ao meio ambiente

Visão e metas para o Rotary, por Jennifer Jones

“Para viver no tipo de sociedade que você deseja, você tem que ajudar a construi-la”. Esta citação do meu irmão mais novo fala sobre quem somos e o que fazemos. Acredito que nossas raízes estejam firmadas nos princípios estabelecidos por nossos fundadores - nossos valores, os objetivos do Rotary e a Prova Quádrupla. Estes são os princípios que constituem a base de quem somos como rotarianos. Os tempos podem mudar, mas estas continuam sendo nossas verdades sagradas. Vejo um Rotary que amplia seu impacto ao focar no seu Plano Estratégico e expande seu alcance ao engajar a família rotária em cada idade, gênero e cultura para criar uma mudança duradoura. Ao refletirmos sobre nossas novas prioridades estratégicas, nunca poderíamos imaginar que nossa capacidade de adaptação seria nossa estrela guia durante um tempo que indiscutivelmente é o mais grave da história recente. Quando o mundo parou, nós entramos em ação. Em todas as circunstâncias desafiadoras surgem pontos positivos. Usando metas baseadas em métricas, vou aproveitar este cenário histórico para inovar, instruir e comunicar oportunidades que reflitam a realidade atual. Como uma comunicadora reconhecida mundialmente, vou abrir um diálogo direto com a família rotária através de nossas redes sociais para aumentar a conscientização sobre nossas questões mais urgentes, como a erradicação da pólio, o apoio ao meio ambiente, a elevação do Rotaract e o crescimento do Rotary. Acredito que a Declaração de Diversidade, Equidade e Inclusão começa no topo e, para vermos um aumento no número de mulheres e associados com menos de quarenta anos, estes grupos demográficos devem ser refletidos na nossa liderança. Defenderei um crescimento de dois dígitos nas duas categorias, sem nunca perder de vista toda a nossa família rotária. Comprometo-me a fazer o Rotary Crescer ao sediar Conferências sobre Diversidade, Equidade e Inclusão para criar oportunidades de liderança que promovam um quadro associativo mais equilibrado.   *Jennifer Jones, associada ao Rotary Club de Windsor-Roseland, no Canadá, é a presidente eleita que foi escolhida para presidir o Rotary International em 2022-23. Este é um marco histórico, pois ela é a primeira mulher selecionada ao cargo nos 116 anos do Rotary.

Localizar site dos clubes